Realmente, o país está um caos, desde o descobrimento, mas os políticos são (todos eles) fruto da realidade brasileira. Qualquer um que entrar lá vai dar no mesmo. É a crise do sistema. A humanidade é comandada pela mídia, pelos marqueteiros. Observemos o que o povo compra: sempre as mercadorias que são mais trabalhadas pelos propagandistas. Na eleição não é diferente, o povo vota naqueles que tem mais dinheiro e faz a melhor propaganda. Na verdade o povo está tão manipulado que não tem autonomia para comprar alimentos saudáveis, por isso as doenças aumentando assustadoramente; da mesma forma o povo não tem autonomia ou senso crítico para escolher os melhores candidatos. Enfim, os melhores nunca vão ganhar eleições, como os melhores produtos (saudáveis) nunca vão ser a escolha da maioria da população. Estamos em um caminho sem volta. A Humanidade está como um carro desgovernado descendo ladeira abaixo. No final, sobrarão muitos poucos. Estes poucos terão a missão de dar um novo início a um novo modelo de sociedade. Não vou alcançar isso, pois estou com 67 anos e esse processo vai demorar muito, muito mesmo.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Desabafo de um aspirante a professor
Há alguns anos eu estudava Pedagogia e na inocência de
estudante vislumbrava uma possível futura carreira de professor.
Bom, o tempo passou, eu terminei a faculdade e ato contínuo
participei de um concurso na Prefeitura de Ribeirão Preto (concurso para professor
PEB II) para dar aulas na rede; aulas para os primeiros 5 anos do Ensino
Fundamental.
Passei no concurso e fui chamado a ministrar aulas em uma
escola bem próximo da minha residência (10 minutos à pé). A alegria era imensa.
Eu, minha família, meus amigos ficamos felizes com a novidade. Afinal se
realizava um sonho da vida inteira: dar aulas.
Na escola municipal encontrei uma realidade bem diversa
daquela que participei quando fiz as 400 horas de estágio no Centro
Universitário Barão de Mauá. Na Mauá, as crianças de classe média, bem
comportadas, até tiravam as professoras do sério de vez em quando, mas quando a
tia falava “SENTA” elas sentavam, quando falava “SILÊNCIO” os pequeninos se
calavam. Mas na escola pública a realidade é bem diferente: o professor fala “SENTA”
eles correm, o professor diz “SILÊNCIO” eles gritam.
O desafio é grande...
Aff..
Na verdade essas crianças são adoráveis, educadas, amáveis,
cordiais. Eu sinto que cada dia com eles me faz ficar mais jovem, pois a energia
que emana destes pimpolhos é muito boa e muito intensa; eu é que não tenho
ainda a tarimba necessária para lidar com eles. Esses pequeninos vêm de uma
realidade diferente daqueles da escola particular, são, até certo ponto,
vítimas de um sistema perverso que privilegia algumas crianças em detrimento de
outras; claro que todas elas são bênçãos de Deus, todas: pobres ou ricas são
apenas crianças inocentes. Não há culpa nelas.
Quanto ao pessoal que trabalha: Diretora, vice, docentes,
pessoal do pátio, biblioteca, cozinha, todos têm sido muito solidários comigo,
não posso reclamar, ao contrário, só tenho a agradecer as incontáveis
gentilezas que recebo deles. Por esse motivo ainda não desanimei!!!
É engraçado que justamente eu que desde a mocidade tenho
enfrentado realidades conflitantes, tipo enfrentamento político nos “tempos de
chumbo”, greves incontáveis e debates memoráveis com políticos e militantes
conservadores e de “direita”; justamente eu que não me rendi aos adversários encarniçados,
agora estou sendo vencido por uma turminha adorável que não tenho coragem de
enfrentar. Sinto-me como aquele conquistador que depois de muitas batalhas,
vencendo todas, ao chegar em um povoado
que só tinha mulheres e crianças, disse ao seu exército: “Daqui nós vamos
voltar, essas pessoas são muito mais fortes do que nós”...
domingo, 8 de junho de 2014
O Que Se Espera De Uma Empresa Cidadã
http://www.reclameaqui.com.br/9059912/editora-abril/o-que-se-espera-de-uma-empresa-cidada/
Reclamação
Quero reclamar da editora Abril assinaturas
Ocorre que em 5 de junho de 14, aproveitando uma promoção, assinei uma das publicações da Abril (Revista Nova Escola). No site http://revistaescola.abril.com.br/planos-de-aula/ consta a promoção em 4xR$22,50 com a vantagem de ganhar grátis uma edição especial (Guia do Professor Iniciante).
O que se espera de uma pessoa honrada é o mesmo que se espera de uma empresa honrada. O mínimo de ética e respeito ao cliente. Não é o que recebi da empresa acima citada, pois ao invés de me cobrar R$22,50 pela 1ª parcela, me cobraram, de imediato, no cartão, o valor total das 4 parcelas, ou seja R$90,00 de uma só vez.
Uma empresa cidadã, que almeja manter seus clientes e a fidelização destes, não age dessa forma, ao contrário, procura manter sua palavra, respeitando e se dando o respeito; pois se a imagem de um homem público é importante perante a população, a sua auto-imagem é fundamental para este homem diante de sua família e amigos. O mesmo pode-se dizer de uma empresa como a Abril, que deveria prezar a sua imagem pública e sua auto-imagem no âmbito de seus funcionários e parceiros.
O que se pode dizer de uma empresa que se comporta desta forma? Não desejo ser indelicado rotulando-a, ou nomeando-a. Deixo esta tarefa aos que lêem este desabafo.
Abraços
O Que Se Espera De Uma Empresa Cidadã
Editora AbrilRibeirão Preto - SP Sexta-feira, 06 de Junho de 2014 - 20:55
Quero reclamar da editora Abril assinaturas
Ocorre que em 5 de junho de 14, aproveitando uma promoção, assinei uma das publicações da Abril (Revista Nova Escola). No site http://revistaescola.abril.com.br/planos-de-aula/ consta a promoção em 4xR$22,50 com a vantagem de ganhar grátis uma edição especial (Guia do Professor Iniciante).
O que se espera de uma pessoa honrada é o mesmo que se espera de uma empresa honrada. O mínimo de ética e respeito ao cliente. Não é o que recebi da empresa acima citada, pois ao invés de me cobrar R$22,50 pela 1ª parcela, me cobraram, de imediato, no cartão, o valor total das 4 parcelas, ou seja R$90,00 de uma só vez.
Uma empresa cidadã, que almeja manter seus clientes e a fidelização destes, não age dessa forma, ao contrário, procura manter sua palavra, respeitando e se dando o respeito; pois se a imagem de um homem público é importante perante a população, a sua auto-imagem é fundamental para este homem diante de sua família e amigos. O mesmo pode-se dizer de uma empresa como a Abril, que deveria prezar a sua imagem pública e sua auto-imagem no âmbito de seus funcionários e parceiros.
O que se pode dizer de uma empresa que se comporta desta forma? Não desejo ser indelicado rotulando-a, ou nomeando-a. Deixo esta tarefa aos que lêem este desabafo.
Abraços
sábado, 19 de janeiro de 2013
Não basta votar, tem de participar
{esta foi minha redação no vestibular da Barão de Mauá}
[em resposta a (LUFT, Lya. A gente decide IN: Veja. São Paulo: Ed. Abril, n. 42, p. 26, out. 2009].
Não basta votar, tem de participar
É verdade que o povo brasileiro é um povo alegre e
festivo, um povo cordial e acolhedor. Mas é também verdade que parte do nosso
povo, de tempos em tempos arregaça as mangas e vai à luta pelas mudanças
necessárias, como ocorreu nas mobilizações, do final do séc XX, pelas eleições
diretas para Presidente da República e depois pelo Impeachment do Presidente
Collor de Mello.
Sabemos
que o Mundo, na atualidade, vem atravessando sérios problemas econômicos e que
essas crises mundiais acabam afetando o nosso país; nosso país que de uns anos
para cá vem avançando nas questões sociais, melhora no desempenho econômico
frente aos outros países, etc.
Apesar de tudo
isso é preciso lembrar a importância da nossa participação política,
mobilizando-nos para não deixar que o clima de festa (olimpíada, copa) adormeça
a consciência do nosso povo.
Portanto, vamos
votar certo elegendo as pessoas éticas e comprometidas com as políticas
públicas que se fazem urgentes. Mas, além de votar devemos participar da vida
política do nosso país, promovendo e participando de encontros, fóruns de
discussões, fazendo avançar nas prioridades do povo.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
AS AVENTURAS DE HOJE NOS FAZEM LEMBRAR AS VENTURAS DO PASSADO
O jovem aparentava 22
anos de idade, cabelos despenteados, olhar brilhante, entrou apressado na sala
e cumprimentou a todos, andava apressadamente procurando algo naquelas pessoas
da sala, parou e disse:
- Ouvi falar que aqui,
há vigor da juventude, sorrisos em abundância, resistências às maldades, força
nas mãos e experiências para doar, mas eu preciso acreditar que eu posso ter
tudo isso, que posso ser tudo isso. Disseram-me que sou incapaz, que sou inútil
e me digam, me digam que isso não é verdade!
- Eu preciso de um
abraço, de um afago e me disseram que tudo o que eu preciso está aqui, me
ajudem a encontrar.
O Jovem começa a
procurar dizendo:
- Onde posso encontrar
conforto num abraço, por favor, ajudem-me sorrir...
Pega as mãos de uma
senhora e diz:
- Mãos lindas! Afague
meu rosto? Mãos da experiência, quantos anos têm? Que trabalho fazia? Quantas
vezes escrevestes na lousa, que livros leram? Quanta pessoa ensinou a escrever
e a ler? Você pode me abraçar?
Perguntou ao senhor ao
lado:
Que profissão é a sua?
- Pedreiro? Suas mãos
me dizem que o senhor fez muitas famílias se sentirem confortáveis e
seguras. Aqueles dias quentes em que seu
suor pingava na massa que rebocava as paredes daquele prédio estão lá ainda.
Hoje, é a avenida principal...
Ensine-me a construir
minha vida, me dê conforto!
Olhou ao lado.
- Você motorista,
preciso de direção! De norte, de rumo para a minha jornada.
Todos ficaram
aturdidos, mas todos podiam ajuda-lo, porque havia experiências em abundância. Lá no fundo da sala havia uma senhora de
cabelos brancos e ralos, ela estava quase imóvel sentada numa cadeira de rodas.
_ Eu posso ensiná-lo a
andar e sorrir. Venha e empurre minha cadeira, vamos dar uma volta nesta sala,
pois vou contar a história de minha vida.
O rapaz aceitou o
convite, e todos ficaram observando.
- Está vendo aquele
quadro na parede? Eu tinha 22 anos, era
bailarina e aquele piano, é o mesmo que você esta vendo ali ao lado. Nesta
sala, ensaiávamos nossas apresentações. Era a primeira bailarina e aquele
jovem, casei-me com ele posteriormente. Vivemos de música e dança, mas o tempo
é senhor do nosso destino e mais tarde ele se apaixonou por outra moça e eu
dancei literalmente o tango da despedida. Mas não abandonei meu destino e me
apaixonei por um fã um pouco mais jovem que eu, casei-me novamente. Está vendo aquele homem alto e bonitão ali?
Ainda estamos juntos porque transformamos nossa escola numa casa de todos os
que estão aqui.
A senhora na cadeira de
rodas pediu para que todos fizessem um grande Círculo da Vida e propôs ao jovem
que participasse de uma dança:
_ Venha, quero
apresentar a vocês, o nosso novato aprendiz da vida! Vamos mostrar a você, como
devemos cantar com a nossa voz, bailar com o nosso corpo, dizer a nossa
palavra. Vamos teatralizar, de forma que
você perceba que vamos representar. O teatro é uma representação da realidade,
não é a realidade; em si mesma, porém, essa representação é real. Com isso você
vai aprender a viver intensamente. Topa?
- Sim.
- Então, cada um de nós
irá representar as nossas experiências de vida. O Paolo, meu amado irá dirigir
vocês e cantar com vocês. A Ofélia cuidará dos figurinos, o Adélia cuida do
cenário, juntamente com o Emanuel. Clotilde é a dona da Gafieira e as meninas
são as garçonetes e o Pedro é o apresentador e vocês serão os convidados. Vamos
aproveitar esse momento e colocar em cena o que nós imaginamos que acontecia
nesse local, mesmo sem a nossa presença.
- Proposta: ( Pode ser
um salão de dança, mas haverá diálogos de experiência de vida com os
personagens e suas profissões. No palco desde recinto pode ter declamação de
poesias, paródias e cotação de lendas, histórias....)
Foi o que aconteceu.
Cada um dos presentes organizaram-se
conforme o combinado e transformaram aquele salão com enfeites, flores, a mesas
e cadeiras e no centro o palco.
Paolo começou a tocar o
piano e um dos homens mais simples pediu para contar um causo e Pedro o anunciou:
- Senhoras e senhores,
este é o dia mais importante de nossas vidas!
_ Seu Fulô, suba aqui
no palco, quero que o senhor olhe para
este quadro (o quadro era um espelho bonito), e diga as qualidades deste homem.
O Seu Fulô olhou bem e
emocionado disse:
- Este homem trabalhou muito nesta vida, abraçou a terra e
a adotou com mãe, zelou, plantou milhares de árvores frutíferas, alimentou
milhares de famílias, criou filhos, amou, chorou, sorriu, partiu, desbravou
lugares e hoje está aqui para contar apenas um causo, uma ocorrência entre uma
criança 10 anos mais ou menos e um senhor de idade indefinida... 80, 90, 100
anos...Vamos lá...
O homem está sentado na cadeira de balanço
(espreguiçadeira), cochilando. A criança chega e grita:
- “Ooo! Zezão,,,” – e se prepara pra correr, pois sabe que o
Zezão não tolera que interrompam sua soneca.
Zezão levanta, a principio de vagar depois inicia desabalada
carreira atrás do menino; passando por uma moita pega uma varinha e dispara
pelo carriadô atrás do fedelho...
O menino ria que ria, corria e corria, de vez em quando
olhava pra trás para ver se o Zezão se aproximava. O Zezão corria bem mas quem
disse que alcançava o garoto.
Zezão já meio cansado, com a varinha na mão, diminuía a
marcha dizendo:
- aff, aff, se eu te pego...
Passaram pelo curral, desceram pela várzea. Chegando no Corguinho o
garoto foi tirando a camisa e o sapato e só de short, pulou na água. Mergulhava
e emergia naquela água limpinha, ria que se ria achando que o Zezão não pularia
no corgo. Não pularia, se não fosse aquela sucuri que lentamente ia descendo
pela correnteza por entre as folhagens da margem do córrego. Zezão não pensou
duas vezes, não tirou botina nem roupa, apenas catou o facão que sempre trazia
na cintura para alguma eventualidade. O menino de costas pra serpente, não
percebendo o perigo mergulhou novamente e emergiu sorrindo. Zezão, de facão em
punho saltou pra dentro do riacho e antes do bote da serpente desceu o facão
bem no cabeção do bicho que saiu rolando rio abaixo.
Zezão catou o menino que chorava vendo todo aquele sangue
espalhado na água e vendo a cobra descendo o rio, morta. Tirou o menino da água
e levou-o pra debaixo de uma árvore.
Após o susto Zezão falou:
- Vamos lá pro barraco que vou lhe contá uma história...
Chegando no barraco Zezão deu uns panos pro menino e disse:
Eu vô acendê o fugão de lenha pra aquecê nóis e aproveito pra
fazê um cafezinho pra esquentá o peito...
Cafezinho pronto, do lado do fogão quentinho, os dois (Zezão
e menino), como dois garotos se olharam e começaram a rir, riram tanto que a
barriga até doía...
O menino disse:
- Discurpa, Zezão, te fazê corre daquele jeito...
- Qui u quê, muleque, foi bão pra mim; pra mim alembrá dos
tempo que eu era boiadeiro. Sabe, cono eu era boiadeiro sarvei uma bela
donzela, uma mocinha linda, que gostava de se banhar no lago da fazenda que eu
trabaiava. Tudo dia di tardezinha eu ia espiá a donzela nadá no lago, eu ficava
abobado caquela beleza toda; ela tinha os cabelos bem cumpridos e um rostinho
de santa, ah, que sardade.
Bão, uma tarde, de trás duma arve, eu tava espiando. Na bera
do lago tinha uma pedra grande, ela subiu na pedra e fez uma pose, depois pulou
naquela água azulzinha como o céu. Em vorta do lago tinha um bambuzal dum lado
e um calipiá do outro. Sê sabe qui qui é um calipiá não...?
- Claro Zezão é um montão de eucaliptos...
- É, é isso mesmo, calipe... Enquanto a menina nadava, eu
pensava: “um dia eu peço ela em casamento, quem sabe na próxima festa de São João...
O pensamento voava e voava, e eu sonhava co nosso noivado...
num repente, escuitei os gritos da minha amada (eu sabia que ela era minha
amada, ela não sabia). A cobrona se aproximava, iguarzinha a que atacou ocê...
A sorte que eu nunca me afastei do facão que costumo trazê na cintura. Pulei n’água
de facão na mão, a sucuri já tava enrolando na moça; desci a facona nas costa
da bicha que largou a moça e virou pra mim caquela bocona aberta pra mi mordê...
dei tantas facãozada nela, umas trinta, até que ela parou de se mecher e ficou
boiando sem rumo. Eu corri e já na margem do lago alcancei a tonha, é, o nome
dela era Antônia mas era conhecida por Tonha. Ela me agradeceu muito e dali
nasceu nossa amizade, que virou namoro e depois casamento...
O menino então, com os olhos brilhando disse:
Nossa, vô, então a vó Tonha conheceu você como um herói?
Craro, se ta pensando que seu vô Zezão é pouca coisa...
Os dois riram bastante com a promessa que voltariam a nadar
juntos no Corguinho e depois do Corguinho o Vô Zezão deverá contar mais histórias pro
menino...
Laércio Pires e
Marly Carvalho
Marly Carvalho
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
ESTE ASSUNTO É MUITO SÉRIO, SERÍSSIMO
Como enfrentar a sexta extinção
em massa
LEONARDO BOFF
REFERIMO-NOS anteriormente ao fato de o ser humano, nos últimos tempos, ter inaugurado uma nova era geológica — o antropoceno — era em que ele comparece como a grande ameaça à biosfera e o eventual exterminador de sua própria civilização. Há muito que biólogos e cosmólogos estão advertindo a humanidade de que o nível de nossa agressiva intervenção nos processos naturais está acelerando enormemente a sexta extinção em massa de espécies de seres vivos.em massa
LEONARDO BOFF
Ela já está em curso há alguns milhares de anos. Estas extinções, misteriosamente, pertencem ao processo cosmogênico da Terra. Nos últimos 540 milhões de anos ela conheceu cinco grandes extinções em massa, praticamente uma em cada cem milhões de anos, exterminando grande parte da vida no mar e na terra. A última ocorreu há 65 milhões de anos quando foram dizimados os dinossauros entre outros.
Até agora todas as extinções eram ocasionadas pelas forças do próprio universo e da Terra a exemplo da queda de meteoros rasantes ou de convulsões climáticas. A sexta está sendo acelerada pelo próprio ser humano. Sem a presença dele, uma espécie desaparecia a cada cinco anos. Agora, por causa de nossa agressividade industrialista e consumista, multiplicamos a extinção em cem mil vezes, diz-nos o cosmólogo Brian Swimme em entrevista recente no Enlighten Next Magazin, n.19. Os dados são estarrecedores: Paul Ehrlich, professor de ecologia em Standford calcula em 250 mil espécies exterminadas por ano, enquanto Edward O. Wilson de Harvard dá números mais baixos, entre 27 mil e 100 mil espécies por ano (R. Barbault, Ecologia geral 2011, p.318).
O ecólogo E. Goldsmith da Universidade da Geórgia afirma que a humanidade ao tornar o mundo cada vez mais empobrecido, degradado e menos capaz de sustentar a vida, tem revertido em três milhões de anos o processo da evolução. O pior é que não nos damos conta desta prática devastadora nem estamos preparados para avaliar o que significa uma extinção em massa. Ela significa simplesmente a destruição das bases ecológicas da vida na Terra e a eventual interrupção de nosso ensaio civilizatório e quiçá até de nossa própria espécie.
Thomas Berry, o pai da ecologia americana, escreveu: "Nossas tradições éticas sabem lidar com o suicídio, o homicídio e mesmo com o genocídio, mas não sabem lidar com o biocídio e o geocídio"(Our Way into the Future, 1990 p.104).
Podemos desacelerar a sexta extinção em massa já que somos seus principais causadores? Podemos e devemos. Um bom sinal é que estamos despertando a consciência de nossas origens há 13,7 bilhões de anos e de nossa responsabilidade pelo futuro da vida. É o universo que suscita tudo isso em nós porque está a nosso favor e não contra nós. Mas ele pede a nossa cooperação já que somos os maiores causadores de tantos danos. Agora é a hora de despertar enquanto há tempo.
O primeiro que importa fazer é renovar o pacto natural entre Terra e Humanidade. A Terra nos dá tudo o que precisamos. No pacto, a nossa retribuição deve ser o cuidado e o respeito pelos limites da Terra. Mas, ingratos, lhe devolvemos com chutes, facadas, bombas e práticas ecocidas e biocidas.
O segundo é reforçar a reciprocidade ou a mutualidade: buscar aquela relação pela qual entramos em sintonia com os dinamismos dos ecossistemas, usando-os racionalmente, devolvendo-lhes a vitalidade e garantindo-lhes sustentabilidade. Para isso necessitamos nos reinventar como espécie que se preocupa com as demais espécies e aprende a conviver com toda a comunidade de vida. Devemos ser mais cooperativos que competitivos, ter mais cuidado que vontade de submeter e reconhecer e respeitar o valor intrínseco de cada ser.
O terceiro é viver a compaixão não só entre os humanos, mas para com todos os seres, compaixão como forma de amor e cuidado. A partir de agora eles dependem de nós se vão continuar a viver ou se serão condenados a desaparecer.
Precisamos deixar para trás o paradigma de dominação que reforça a extinção em massa e viver aquele do cuidado e do respeito que preserva e prolonga a vida. No meio do antropoceno, urge inaugurar a era "ECOZÓICA" que coloca o ecológico no centro. Só assim há esperança de salvar nossa civilização e de permitir a continuidade de nosso planeta vivo. (Reproduzido da Adital)
FONTE: http://www.granma.cu/portugues/mais-informacoes/23marz-extincao.html
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
A maioria não lê
O facebook é bem democrático, muito democrático, pois todos podem postar da mesma forma, ou de formas diferentes à vontade. Este "postar de formas diferentes" é que é o grande segredo, porque a maioria não lê, a maioria é "enquadrada, para não dizer enjaulada", uma maioria manipulada ad eternum pelas imagens (uma imagem vale mais do que mil palavras - provérbio chinês) e não percebe o tamanho da enganação... Eu tenho plena consciência que na maioria das vezes escrevo para mim mesmo, e, vez ou outra, para alguém fora do quadrado, como eu.
Enfim, continuamos sendo escravos da mídia, dos preconceitos, dos políticos, da classe dominante. Na verdade estamos refém das coisas e convenções do nosso tempo; mas isso não impede que expressemos o nosso sentimento de indignação com toda essa "merda".
Nós (eu e você que está lendo) fazemos parte de uma minoria que além de enxergar temos coragem de falar... A constituição garante nosso direito de expressão, apesar que muitas vezes falamos pra nós mesmos, porque poucos se dão o trabalho de ler... sabe como é... pensar cansa... só rindo mesmo pra não pirar... kkk
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