sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

ESTE ASSUNTO É MUITO SÉRIO, SERÍSSIMO


Como enfrentar a sexta extinção
em massa
LEONARDO BOFF
 REFERIMO-NOS anteriormente ao fato de o ser humano, nos últimos tempos, ter inaugurado uma nova era geológica — o antropoceno — era em que ele comparece como a grande ameaça à biosfera e o eventual exterminador de sua própria civilização. Há muito que biólogos e cosmólogos estão advertindo a humanidade de que o nível de nossa agressiva intervenção nos processos naturais está acelerando enormemente a sexta extinção em massa de espécies de seres vivos.
Ela já está em curso há alguns milhares de anos. Estas extinções, misteriosamente, pertencem ao processo cosmogênico da Terra. Nos últimos 540 milhões de anos ela conheceu cinco grandes extinções em massa, praticamente uma em cada cem milhões de anos, exterminando grande parte da vida no mar e na terra. A última ocorreu há 65 milhões de anos quando foram dizimados os dinossauros entre outros.
Até agora todas as extinções eram ocasionadas pelas forças do próprio universo e da Terra a exemplo da queda de meteoros rasantes ou de convulsões climáticas. A sexta está sendo acelerada pelo próprio ser humano. Sem a presença dele, uma espécie desaparecia a cada cinco anos. Agora, por causa de nossa agressividade industrialista e consumista, multiplicamos a extinção em cem mil vezes, diz-nos o cosmólogo Brian Swimme em entrevista recente no Enlighten Next Magazin, n.19. Os dados são estarrecedores: Paul Ehrlich, professor de ecologia em Standford calcula em 250 mil espécies exterminadas por ano, enquanto Edward O. Wilson de Harvard dá números mais baixos, entre 27 mil e 100 mil espécies por ano (R. Barbault, Ecologia geral 2011, p.318).
O ecólogo E. Goldsmith da Universidade da Geórgia afirma que a humanidade ao tornar o mundo cada vez mais empobrecido, degradado e menos capaz de sustentar a vida, tem revertido em três milhões de anos o processo da evolução. O pior é que não nos damos conta desta prática devastadora nem estamos preparados para avaliar o que significa uma extinção em massa. Ela significa simplesmente a destruição das bases ecológicas da vida na Terra e a eventual interrupção de nosso ensaio civilizatório e quiçá até de nossa própria espécie.
Thomas Berry, o pai da ecologia americana, escreveu: "Nossas tradições éticas sabem lidar com o suicídio, o homicídio e mesmo com o genocídio, mas não sabem lidar com o biocídio e o geocídio"(Our Way into the Future, 1990 p.104).
Podemos desacelerar a sexta extinção em massa já que somos seus principais causadores? Podemos e devemos. Um bom sinal é que estamos despertando a consciência de nossas origens há 13,7 bilhões de anos e de nossa responsabilidade pelo futuro da vida. É o universo que suscita tudo isso em nós porque está a nosso favor e não contra nós. Mas ele pede a nossa cooperação já que somos os maiores causadores de tantos danos. Agora é a hora de despertar enquanto há tempo.
O primeiro que importa fazer é renovar o pacto natural entre Terra e Humanidade. A Terra nos dá tudo o que precisamos. No pacto, a nossa retribuição deve ser o cuidado e o respeito pelos limites da Terra. Mas, ingratos, lhe devolvemos com chutes, facadas, bombas e práticas ecocidas e biocidas.
O segundo é reforçar a reciprocidade ou a mutualidade: buscar aquela relação pela qual entramos em sintonia com os dinamismos dos ecossistemas, usando-os racionalmente, devolvendo-lhes a vitalidade e garantindo-lhes sustentabilidade. Para isso necessitamos nos reinventar como espécie que se preocupa com as demais espécies e aprende a conviver com toda a comunidade de vida. Devemos ser mais cooperativos que competitivos, ter mais cuidado que vontade de submeter e reconhecer e respeitar o valor intrínseco de cada ser.
O terceiro é viver a compaixão não só entre os humanos, mas para com todos os seres, compaixão como forma de amor e cuidado. A partir de agora eles dependem de nós se vão continuar a viver ou se serão condenados a desaparecer.
Precisamos deixar para trás o paradigma de dominação que reforça a extinção em massa e viver aquele do cuidado e do respeito que preserva e prolonga a vida. No meio do antropoceno, urge inaugurar a era "ECOZÓICA" que coloca o ecológico no centro. Só assim há esperança de salvar nossa civilização e de permitir a continuidade de nosso planeta vivo. (Reproduzido da Adital) 
FONTE: http://www.granma.cu/portugues/mais-informacoes/23marz-extincao.html

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A maioria não lê


O facebook é bem democrático, muito democrático, pois todos podem postar da mesma forma, ou de formas diferentes à vontade. Este "postar de formas diferentes" é que é o grande segredo, porque a maioria não lê, a maioria é "enquadrada, para não dizer enjaulada", uma maioria manipulada ad eternum pelas imagens (uma imagem vale mais do que mil palavras - provérbio chinês) e não percebe o tamanho da enganação... Eu tenho plena consciência que na maioria das vezes escrevo para mim mesmo, e, vez ou outra, para alguém fora do quadrado, como eu.

Enfim, continuamos sendo escravos da mídia, dos preconceitos, dos políticos, da classe dominante. Na verdade estamos refém das coisas e convenções do nosso tempo; mas isso não impede que expressemos o nosso sentimento de indignação com toda essa "merda".
Nós (eu e você que está lendo) fazemos parte de uma minoria que além de enxergar temos coragem de falar... A constituição garante nosso direito de expressão, apesar que muitas vezes falamos pra nós mesmos, porque poucos se dão o trabalho de ler... sabe como é... pensar cansa... só rindo mesmo pra não pirar... kkk

sábado, 15 de dezembro de 2012

Quanto pesa uma boa alimentação na hora da prova?

Frituras, lanches gordurosos e alimentos pesados podem render ao estudante uma má lembrança do dia em que prestou o vestibular - isso se a má digestão não o impediu de fazer a prova. O cardápio em uma data tão importante merece mais atenção... o recomendável é que não haja exageros e que alimentos excessivamentes gordurosos sejam evitados pelo estudante... no dia da prova, é importante levar uma garrafa de água para manter o corpo hidratado. A recomendação é levantar mais cedo, tomar café e não ir de jejum.
Aos vestibulandos que gostam de balada, o professor orienta que o álcool pode causar perda de concentração, mal-estar, dor de cabeça, indisposição e algum desconforto gástrico, "Sem falar dos acidentes"...
FONTE: jornal A CIDADE - Ribeirão Preto - segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ORGULHO-ME DA BARÃO DE MAUÁ


Que significado tem, para um homem de mais de sessenta anos, a experiência de cursar uma faculdade?

Viver! Sim, pois não existe coisa mais significante do que 'viver'. Ali, na Barão de Mauá, em minhas reflexões, revi toda minha vida passando como num filme, viajando, como se estivesse em uma nave do tempo. Convivendo com pessoas mais inteligentes do que eu (alunos e professores), consegui fazer um verdadeiro upgrade de meu ser. Nascer de novo, talvez seja este o significado, porque é o que realmente aconteceu. Nasci, ou melhor, renasci; mas este renascer não foi no momento da minha matrícula, tampouco no primeiro mês ou no primeiro ano; nem mesmo no último ano. Este renascer foi um processo, uma gestação, e só agora percebo a importância deste período para mim... Cada momento, cada rosto, cada prova, como tijolos de uma obra, foram reconstruindo meu ser. Passar pela inenarrável experiência de construir e depois apresentar o TCC e depois passar pelo estágio obrigatório (350 horas), observando as ricas experiências dos alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e Médio, bem como a vivência com o pessoal da secretaria na parte de "gestão", foi fantástico.

Por essa incrível experimentação, agradeço a todos os professores sem exceção, a todos e todas colegas de classe, ao pessoal da secretaria, aos funcionários em geral, à coordenação do curso de Pedagogia e todas instâncias de direção do Centro Universitário Barão de Mauá.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Luta da Classe Operária é a Continuidade da Luta do Povo de Zumbi

A senhora negra dizia à linda jovem escrava:
- Essa noite tive um sonho diferente.
- Como foi? - perguntou a jovem.
- Havia uma montanha muito alta a ser superada. O negro ia subindo, subindo, e caia logo adiante, mas... quando um caia, outro se levantava. E isso ia acontecendo sucessivamente.
- O que significa isso? - indagou a jovem.
- Isso representa a nossa luta pela libertação.
- Como assim?
- O negro luta, e nessa luta morre, mas... nasce outro. Sempre nasce outro para substituir o que caiu. O topo da montanha é o final da luta de libertação. É a vitória, é a nossa emancipação.
Desolada a jovem pergunta:
- Então não temos esperança, porque começa a lutar e depois morre?
- Temos, mas não para agora. A luta é longa, pode durar gerações. É uma luta de heróis. Todo negro é um herói.
............................
A luta da Classe Operária também é assim.
Parece que estamos diante de uma montanha (Capitalismo) intransponível. Realmente, se vemos a luta do ponto de vista individual, ou seja, de um homem só, ou uma mulher só. Se vermos assim a coisa parece impossível. Mas a luta da Classe Operária deve ser vista de uma ótica mais abrangente. Como a luta do povo de Zumbi, é uma luta de milhões de homens e mulheres de todo o mundo.
Há séculos a Classe Operária vem lutando contra o Capitalismo.
Quem é a Classe Operária e o que é o Capitalismo?
A Classe Operária é o conjunto de todos os trabalhadores que existe no mundo, a Classe Operária é internacional. Porque a exploração sofrida por um trabalhador brasileira é sofrida por trabalhadores em todos os cantos do Planeta. O Capitalismo é um sistema onde as leis existem para manter a dominação de classe. A dominação das elites sobre os trabalhadores. E esse sistema é tão esperto que cria uma ilusão (manipula nossas mentes). Esse sistema mostra jogadores de futebol, artistas de tv, cantores, donos de grandes comércios e industrias, etc. Segundo essa ilusão todos conseguiriam enriquecer porque a democracia permite que qualquer pessoa muito talentosa ou esperta fique rico. Ainda segundo essa ilusão, existe a possibilidade de ficar rico ganhando em sorteios, telesenas, rodas da fortuna, HIPERCAP  e outras enganações do gênero. Em estudo estatístico (hipotético), que a eles não interessaria divulgar, o brasileiro comum teria muito mais chance de ser atropelado ou assaltado do que ganhar uma bolada ou ficar rico de qualquer outra forma.
A verdade é que os Neymar da vida, Zezé di Camargo, Silvio Santos... estão cada dia mais ricos e o trabalhador cada dia mais pobre. Nada temos contra as pessoas dos jogadores, cantores, donos de empresas, etc. Mas vem a calhar a tomada de consciência de como somos manipulados, pela mídia, tv principalmente. Isto é, para que possamos estar lutando-juntos como o objetivo de mudar o sistema. Talvez para nós, mas... certamente para nossos filhos ou netos.
Enquanto o povo vai sendo manipulado, as elites continuam nadando de braçadas.
Mas a coisa está mudando...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

POBRE POVO POBRE - não é povo é boiada...

Num país onde políticos que deveriam legislar para o povo roubam e corrompem;
Num país onde o povo tem medo da polícia que deveria defender o cidadão e não matar;
Num país onde o eleitor diz a um candidato: "mais um pra roubar" e ao ser questionado pelo candidato esse eleitor disse que se entrasse lá também roubaria;
Num país onde o professor ganha salário miserável e ainda apanha dos alunos; 
Num país onde o povo ataca os políticos corruptos mas não tem consciência que os corruptos são comandados por uma elite capitalista que explora o povo; 
Num país que o povo se une e reune pra tomar cerveja e churrasquinho, mas não se une pra discutir os rumos de sua cidade e de seu país;
Num país que o povo vota em candidato produzido por poderoso marketing que inunda sua mente com imagens e palavras bonitas.
Pobre povo deste país.
Pobre povo
Pobre

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

SEMANA DA PEDAGOGIA

"Paulo Freire - Vida e Obra" abre a XIV Semana da Pedagogia do Centro Universitário Barão de Mauá
Não por acaso, a Semana da Pedagogia 2012 foi iniciada, ontem 4 de setembro, com o tema: "O Método Paulo Freire de Alfabetização de jovens e Adultos". Neste ano em que o Mestre foi reconhecido publicamente e levado a "Patrono da Educação Brasileira" a "Semana" tinha que ser aberta com esse tema; não

porque foi a minha pessoa que fez a apresentação, mas pela dimensão da figura humana e pelo que ele representou e representa para a Educação e para a "amorosidade", palavra frequentemente usada por Ele. Agradeço a confiança depositada em mim pelos professores e organizadores do evento, dando-me a honra de abrir a Semana da Pedagogia apresentando este tema tão apaixonante quanto vital para a Educação brasileira.