segunda-feira, 29 de novembro de 2010

GUERRA NO RIO DE JANEIRO

Sou a favor de se combater o crime...mas me preocupa a maneira que isto está sendo feita, pois quem fica no fogo cruzado é sempre a população pobre, os trabalhadores honestos, as crianças e jovens. O meu velho pai falava: "onde não tem farinha nem pão, todo mundo briga e ninguem tem razão. Não se acaba com uma doença combatendo os sintomas, mas indo diretamente nas causas; enquanto o modelo econômico cruel (capitalismo)não acabar, impossivelmente acabará a criminalidade. Veja bem a situação dos moradores dessas favelas em morros: estão a mercê de toda essa violência. Por que essa violência toda não acontece nos bairros nobres???

Justiça social já. Educação unitária e universal já. Sistema de saúde único e universal já. Socialismo já...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

VZ AGECON JÁ TEM EXISTÊNCIA LEGAL


Bem, conforme prometido anteriormente, neste mesmo blog, estou informando a todos os amigos e amigas que a VZ - AGECON Associação dos Agentes de Controle de Vetores e Zoonoses Municipais de Ribeirão Preto já está com registro aprovado em cartório. Esta entidade tem a missão, a vocação para lutar junto, articular, organizar, orientar e defender os agentes de controle de vetores e de zoonoses municipais de Ribeirão Preto.
Em breve estaremos Apresentando para a sociedade ribeirãopretana, em sessão solene, a nossa querida VZ - AGECON. Estaremos também, convidando a todos para participarem deste evento que marcará profundamente o movimento operário de nossa cidade e região, quiçá o Brasil e o Mundo.
Alguém poderá perguntar: o que significa a sigla VZ AGECON....Eu explico: V=vetores, Z=zoonoses, AGE=agente, CON=controle, ou seja, agente de controle de vetores e zoonoses...
Abraços fraternos
Laercio Pires
presidente da VZ AGECON

Nos 75 anos do Levante de 35, vídeo polemiza com "intentona"

domingo, 24 de outubro de 2010

PEDIDO DE DESCULPAS, EXTENSIVO ÀS ALUNAS E AO ALUNO ANDERSON

Prezada professora Cláudia Baldo, saudações.

Peço-lhe desculpas pela apresentação desastrada. Percebi em seus olhos a decepção com relação à minha apresentação; claro que você esperava algo melhor, que fosse pelo menos razoável. E você tinha toda razão em ficar decepcionada com “aquilo”; aquela “coisa” que não se pode chamar de apresentação, também me deixou desiludido comigo mesmo, e, as alunas e aluno também creio que ficaram muito desapontados com o Laércio. “Puxa vida, é esse o cara que nós homenageamos com o nome da nossa turma, não pode ser...” Saí da aula arrasado e estou muito envergonhado pelo vexame que eu poderia ter evitado. Mas...se eu não apresentasse nada, talvez no meu íntimo eu ficaria muito mais destroçado, a ponto de desistir do curso de Pedagogia; então eu fui, mesmo sabendo que seria a lástima que foi.

Desculpe-me estar tomando o seu tempo, mas, preciso te dizer algumas coisas: Meu sonho, desde rapaz, foi me tornar professor, mas me casei cedo demais (22 anos), e sem muita experiência, fomos engravidando, um filho após outro, tivemos 5, com mais uma que minha esposa já tinha, pois era mãe solteira, somos pais de 6 bênçãos de Deus. Com família para criar e ganhando sempre muito pouco, nunca consegui realizar meu sonho. Agora, já na 3ª idade, fiz o ENEM, tentei o PROUNI, consegui afinal entrar para o curso de Pedagogia em uma ótima faculdade, com ótimos professores e sem custos de mensalidade, ou seja, da única maneira que eu poderia estar fazendo um curso superior, pois o que ganho apenas dá para as despesas básicas da minha vida operária. Sinto que há muita gente torcendo por mim, apostando em mim, e não desejo decepcioná-los, também não desejo ficar decepcionado comigo mesmo; preciso ir até o fim, nem que seja a última coisa que eu faça na vida. Entretanto, há mais uma coisa que preciso dizer a você:

Minha vida não é nada fácil.

· Acordo às 6h da manhã para ir ao trabalho, entro as 7:30. Meu trabalho é muito cansativo para um homem de 62 anos, andar o dia todo na rua debaixo do sol, batendo de casa em casa.

· Saio às 16:30h vou para casa e rapidinho tomo banho e como alguma coisa.

· Às 18h saio para a faculdade, afinal, não gosto de chegar atrasado.

· Faculdade das 19:30 as 22:30.

· Chego em casa entre 23 e 23:30h.

· Tenho até meia noite para uma conversinha rápida com a esposa, afinal se eu me deitar depois da meia noite terei menos de 6h de sono e aí não agüento o batente do dia seguinte.

· Aos sábados, domingos e feriados, invariavelmente viajo para Jardinópolis onde dou assistência para uma irmã doente e sem renda, que foi abandonada pelo marido. Ótima pessoa minha irmã Liliana, mas totalmente dependente de mim, inclusive financeiramente (água, iptu, luz, alimentação, etc). Então, nesses sábados, domingos e feriados, que eu deveria estar estudando, cuido das coisas da minha irmã: vou fazer umas comprinhas de mercado, farmácia, faço uma limpeza geral na casa e no quintal; de vez em quando tem alguma manutenção na estrutura elétrica, hidráulica, ou eletrodoméstico com algum problema. Também não posso deixar de lado a ajuda espiritual e afetividade fraterna: conversar com ela, ler a Bíblia junto dela; estas e outras coisas, sempre que possível, minha esposa colabora comigo, quando dá para ela me acompanhar nestes dias de amparo fraternal. Graças a Deus minha esposa é uma pessoa muito companheira e compreensiva, pois acredito que dificilmente eu encontraria outra mulher igual a ela, que além de dar toda assistência aos filhos e netos, ainda tem a capacidade de compreender essa situação, e ainda ajudar, quando pode.

Sei que tudo isso que eu lhe falei, não pode, nem deve servir de desculpas para o ocorrido em sala de aula; enfim, é aquele velho dizer popular: “Quem não pode com a mandinga, não carregue o patuá”. Todavia, eu não queria que você ficasse com uma péssima impressão sobre a minha pessoa.

Quero também, aqui, se me for permitido, assumir um compromisso. É o seguinte:

Se eu tiver outra chance, mesmo que seja no próximo ano, pois neste sei não ser possível, porque não entreguei a monografia escrita em tempo hábil, e, também sei que para este ano não vou dar conta mesmo. Então, se essa chance me for dada, eu me comprometo a fazer um ótimo TCC e uma ótima apresentação, para o próximo início de ano letivo. Desejo que o Centro Universitário Barão de Mauá sinta orgulho de formar o aluno Laércio Pires, que os meus colegas também sintam o mesmo, e que eu vou sentir honrado de ter estudado com eles e elas; e também me sentirei honradíssimo em ter estudado com as melhores professoras e professores que já conheci na vida.

Imensamente agradecido

Laércio Pires

domingo, 26 de setembro de 2010

VZ AGECON


SERÁ UM PÁSSARO, SERÁ UM AVIÃO???
- NÃO, É A "VZ AGECON"...
MAS, O QUE É MESMO A "VZ AGECON"???
AGUARDE, EM BREVE, NESTE MESMO LOCAL, INFORMAÇÕES...
SURPREENDENTE, LOGO APÓS AS ELEIÇÕES ESTAREMOS
DIVULGANDO PARA VOCÊS...
ABRAÇOS

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

RESPOSTA À MESTRA

Olá ....estou postando a resposta a uma carta que recebi, via email, da professora Renata. Faço isso porque a carta que ela escreveu me fez pensar, pois foi muito sensata e madura em suas colocações. Entretanto não me vejo no direito de divulgar o conteúdo da carta que ela me mandou por razões obvias; mas garanto que, sem dúvida, com as afirmações que fez, ela me levou a compreender mais um pouquinho da realidade aluno/professor. Agradeço de coração a missiva que me foi enviada pela Mestra.

Cara Professora Renata, obrigado por ter respondido. Você está certíssima quando diz que alunos e professores não são dois exércitos em combate mas sim pessoas tentando se ajudar mutuamente. Talvez as palavras que usei no meu blog não sejam as mais adequadas para se falar no relacionamento aluno X professor.

Sabe Renata, quero pedir desculpas pelo meu modo de expressar...é que...sou um operário em construção tentando me transformar em aluno/professor em construção; e essa mudança se opera em mim aos poucos, ainda não adquiri um vocabulário correto para este contexto. Sempre lidei com sindicalismo e meu discurso sempre foi relacionado com os antagonismos Patrão X empregado, e, acho que por isso escrevo desse jeito. Prometo que vou melhorar, afinal os antagonismos que sempre existem entre pais/filhos, esposo/esposa, amigo/amigo etc são mais parecidos com a dialética professor/aluno e menos parecidos com os antagonismos patrões/empregados. Preciso aprender isso. Prometo que farei o possível; enfim, dentro de algum tempo serei professor, mas uma coisa te digo: não quero que morra em mim o aluno que sou, ou seja, quero ser um professor/aluno se é que é possível isto.

Abraços fraternos

melhoras para você

terça-feira, 13 de julho de 2010

ÀS MINHAS COLEGAS E AOS MEUS COLEGAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

Olá colega (s), as férias escolares estão terminando...estive, durante este mês, refletindo sobre a nossa condição de alunas (os) nestes quase três anos, em especial na nossa condição de alunas (os) quase professoras (es) no último semestre.

Certamente, como sempre diz o "filósofo mor da Mauá" prof° Cícero, não sairemos como entramos; certamente hoje somos mais. Que tal fazermos um exercício de abstração e nos imaginarmos, daqui a algum tempo já como professoras (es)...e...na sala dos professores...comentando sobre nossos alunos, estaremos falando bem destes ou mal???

Este questionamento, faço, ao lembrar que os nossos professores, na sala deles, falam cobras e lagartos sobre nós. E nós??? Será que ficamos o tempo todo elogiando o trabalho das (os) nossas (os) professoras (es), ou o que fazemos é especialmente, questioná-los??? É claro que nós como alunos críticos e pós-críticos, o que mais temos feito, entre nós, é, principalmente, criticá-los.

E neste último semestre, como será que vai ser??? Vamos iniciar uma guerra declarada aos nossos docentes, deixando de lado a guerra fria e evoluir para o enfrentamento total???

Acredito que não!!!

Acredito que estamos mais maduras (os) como alunas (os) e como cidadãs (os).

Sabe...da mesma forma que nós ficamos angustiados quando a matéria, a prova, está difícil, pois a maioria de nós trabalha e quase não tem tempo para ler e estudar todo o material que é passado para nós, o (a) professor (a) também fica igualmente aflito (a) ao perceber as nossas dificuldades (nossas dificuldades são deles também); como nós ficaremos tristes ao perceber as dificuldades dos nossos alunos.

Façamos mais um esforço de abstração e imaginemos a dificuldade que estes professores têm para se comunicar conosco (afinal, eles falam a linguagem do professor, e nós, a dos alunos). O que eles fazem com a gente é uma educação bancária, por mais que tentem ser diferentes. Forçosamente, temos que lembrar que eles fizeram desta maneira a vida deles inteira, e não é da noite para o dia que vão mudar, por mais que queiram. Nunca serão dialógicos.

Por isso, temos que superá-los. Temos de nos desdobrar, estudar mais e melhor, de forma a compensar o modelo retrógrado que eles usam para dar aulas para nós. DOAR AULAS PARA NÓS. Isso não soou exatamente o mesmo que dizer “depositar aulas em nós”??? Viram, é educação bancária, não é dialógica???

Paulo Freire falava que na educação dialógica aluno e professor decidem juntos o conteúdo programático.

Para o educador-educando, dialógico, problematizador, o conteúdo programático da educação não é uma doação ou uma imposição – um conjunto de informes a ser depositado nos educandos – mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este lhe entregou de forma desestruturada.

A educação autêntica, repitamos, não se faz de A para B ou de A sobre B, mas de A com B, mediatizados pelo mundo (Freire, Paulo, Pedagogia do Oprimido, 1987, pág 83).

Ainda que esse desdobrar, estudar mais e melhor seja extremamente pesado, às vezes. Ainda assim o esforço compensará, no final.

Se, contudo, não for possível este desdobramento por conta da vida corrida. Ainda assim, nós seremos compreensivos, pois sabemos que estes professores, apesar de antidialógicos, são pessoas boas e fazem muito bem aquilo que aprenderam a fazer: dar aulas, doar aulas, depositar aulas.

Nós, enquanto educadores do futuro, não devemos nos esquecer de que deveremos ser diferentes destes que nos deram aulas. Temos a obrigação de sermos melhores que eles. A obrigação do aluno é superar o mestre e superar-se a si próprio.

ABRAÇOS FRATERNOS

Gazetta Revolucionária disse...

Quando escrevi esta postagem acima não tive a intenção de menosprezar nossos docentes, ao contrário, a minha intenção foi tentar ser fiel o mais possível da realidade (o que acontece de fato na escola), não apenas na nossa, mas no geral; e que "cobras e lagartos são ditas dos dois lados, tanto dos professores como dos alunos. Só que ninguém tem coragem de falar a verdade (o que ocorre no dia-a-dia dos professores X alunos). Não que seja uma guerra, mas existe uma certa contradição não explícita nesta conjuntura. E se nós fizermos como a avestruz, colocando a cabeça dentro dum buraco, achando que ao não vermos o problema ele passa a não existir, estaremos na realidade enfiando o "pé na jaca", ou no "atoleiro" cada vez mais. Temos que enfrentar de frente o problema.
Certo professor disse no semestre passado que: "O aluno é um desconhecido, e como tal é difícil de trabalhar nesse contexto".
Ao escrever este texto não tive outra intenção senão a de dar um feedbak para que possamos a partir daí começarmos a pensar que rumo devemos tomar.
Talvez eu esteja equivocado em alguns pontos da minha fala do texto acima, mas devemos vê-lo como um pontapé inicial de um debate que se não acontecer agora (este ano), não escapará de acontecer em futuro bem próximo...

ABRAÇOS FRATERNOS

26 de julho de 2010 14:14